Arquivo da categoria: Conversa franca

Como faço para me cadastrar no fórum BravaClub?

Recebemos uma dúvida de um amigo, ainda não escrito no nosso fórum e, por ser muito válida, vamos descrever a resposta aqui:

Como faço para me cadastrar no fórum BravaClub?

Siga os seguintes passos:

Clique no link para o fórum:

fig_1

Clique em registrar:

fig_2

Leia os termos e aceite-os, seguindo o link referente à sua idade:

fig_3

Preencha os campos, especialmente os que possuem * na descrição, pois são obrigatórios, utilize um e-mail válido pois a confirmação será enviada para seu e-mail:

fig_4

Clique em enviar:

fig_5

Após receber o e-mail de confirmação, você pode logar no fórum a partir dos seguintes campos:

fig_6

Pronto! Acesse nosso fórum, ele possui uma grande quantidade de material técnico de qualidade, espaço para tirar dúvidas e ajudar os amigos, seja bem vindo!

Jóias sobre rodas

De vez em quando nos aparece aquela oportunidade de ouro, comprar um carro já antigo porém com baixa quilometragem. Aconteceu outro dia com nosso amigo de fórum Boldrin e aqui faço um compilado das dicas para que o seu novo velho carro não se torne um pesadelo.

Temos que ter em vista que um carro que é pouco usado (baixa quilometragem) com certeza possui desgaste acentuado em algumas peças, pois não é costume geral trocar a peça pelo tempo de validade e sim quando ela apresenta defeito, a saber:

  • pneus, duram em média 5 anos antes da borracha perder as características, deveriam ser trocados por tempo
  • correia dentada e de acessórios, novamente a borracha, porém a troca é aconselhada a cada 3 anos, caso a quilometragem de troca não tenha sido atingida
  • fluído de freio, deve ser trocado imediatamente, o ideal é que seja feito anualmente, um carro que roda pouco dificilmente terá trocado
  • fluído do arrefecimento do motor, troca a cada dois anos!
  • óleo do câmbio, o esquecido. A falta de uso colabora para a oxidação elevada do óleo, a troca é simples e vale a pena.
  • óleo do motor… nem precisava citar
  • o escapamento costuma oxidar e após alguns esquenta-esfria dos usos pelo novo dono ele vai apresentar furos e ruído elevado
  • ar condicionado merece atenção especial, pois a falta de uso permitirá que o óleo decante no fundo do compressor e mangueiras, um primeiro uso poderá causar até risco nas camisas do compressor, o ideal seria realizar uma manutenção preventiva antes mesmo de tentar ligar a primeira vez
  • atenção especial nas pastilhas e lonas de freio, que podem se descolar após alguns usos, vale a troca pois são muito baratas
  • filtro de ar, de óleo, de cabine e de combustível (quando aplicável, alguns Bravas e Mareas possuem filtro de combustível interno ao conjunto da bomba)
  • se tiver gasolina no tanque, remover e adicionar nova gasolina
  • boa limpeza de bicos injetores com retrolavagem na máquina de ultrassom evitará supresas desagradáveis
  • as mangueiras de combustível que levam do tubo rígido à flauta de injeção costumam se deteriorar mesmo com o uso, sem uso elas ficam ressecadas e quebradiças, vale a pena trocar
  • fluído da direção hidráulica, valendo uma lavagem no reservatório de fluído devido à contaminação na “peneirinha” que tem dentro dele
  • lâmpadas dos faróis, setas e lanternas.
  • bateria

O restante dos itens basta verificação, como rolamentos em geral, estado dos discos de freio, tambores, embreagem, funcionamento em geral, trocando tudo o que estiver ruim porém economizando naquilo que não se desgasta com o tempo e que está bom.

Uma última dica é que os veículos Brava e Marea possuem na sua central gravada a quilometragem rodada, que pode ser consultada mediante scanner automotivo. Caso a quilometragem seja discrepante com a do odômetro, repense a compra. Carros realmente pouco rodados dificilmente terão trocando a central eletrônica por exemplo, o mais fácil é ter sido regravado o painel para prejudicar o comprador, mentindo sobre a real quilometragem.

Ar condicionado automotivo

Possuo um carro ano 2010, que comprei, zero quilômetro, em junho de 2011. Neste meio tempo o carro ficou parado lá no pátio da concessionária, acumulando poeira com certeza.

Quando compramos um carro zero esperamos que a concessionária faça a revisão completa antes da entrega, o que no caso de um carro com mais de um ano parado incluiria troca de todos os fluídos. Logo de cara percebemos que alguns não foram trocados, visto que o carro rapidamente retornou para a revisão devido à ruídos no câmbio e foi trocado o seu óleo, resolvendo por definitivo a rumorosidade.

E nessa de carro zero, o ar condicionado nunca funcionou à contento. Sempre funcionou, porém fraco, o que sempre me fez pensar “ah, é assim mesmo, é fraco mesmo, projeto europeu, as temperaturas lá devem ser mais amenas” e essas bobagens que nós pensamos de vez em quando.

Em contato com o dono de uma respeitável loja de manutenção de ar condicionado automotivo da minha cidade, ele citou que já pegou diversos carros zero com deficiência de carga de gás. Ele também pediu que eu levasse meu carro, que já está com quase três anos nas minhas mãos, para a revisão do ar condicionado.

E não é que o carro estava com pouco gás? Ao ser recolhido na recicladora, a quantidade nominal de 500g de gás não foi encontrada no sistema, quantidade essa que eu pessoalmente conferi nos manuais técnicos do veículo. Ao medir a temperatura do sistema, encontramos 11°C na saída dos dutos de ar.

Fizemos o vácuo no sistema e aplicamos os corretos 500g de gás R134A. Ao medir a nova temperatura nos dutos de ar, 8°C conferidos, indicando que o sistema realmente estava trabalhando com menos gás do que o aconselhado.

Conclusões: um carro zero pode vir sem a correta carga de gás no sistema. Caso ainda esteja em garantia (não era meu caso) vale a visita à concessionária e reclamação, insistência caso o técnico diga que “é normal”, pois os sistemas de ar condicionado automotivos são muito eficientes. Caso não esteja mais na garantia, vale a visita em uma boa loja do ramo.

Financiamentos – A diferença entre CDC e Leasing, parte 2

Dando continuidade à série de dois artigos que trata sobre os financiamentos automotivos, iniciada por este post: que se você não leu pode clicar aqui!

Car Key with Leasing Tag on White

Leasing

O leasing é o nome normalmente dado para uma modalidade chamada alienação fiduciária. Alienação fiduciária por sua vez, de forma simplificada, é um aluguel. Vamos entender.

Você adquire o veículo de sua preferência, porém quer financiar. Lhe é oferecido o leasing e você aceita. Neste momento, você transfere ao banco a propriedade do seu veículo e passa a utilizar do mesmo, sendo “proprietário sob condição suspensiva”. Significa, na prática, que no documento do carro aparecerá o nome do banco, que é o dono do veículo e seu nome aparecerá apenas no campo observações, como “veículo alienado em nome de (seu nome aqui)” ou outra inscrição semelhante que o Detran de seu estado firmar.

Quando a quitação do contrato acontece, você envia para o banco o CRV (Certificado de registro veicular) e outros documentos que variam, de banco para banco. O banco, por sua vez, preenche o CRV, na qualidade de vendedor, realiza a autenticação do documento, anexa a procuração do funcionário que realizou a assinatura em nome do banco e te devolve essa documentação. Neste momento você tem trinta dias corridos para realizar a transferência para seu nome, no mesmo processo que se faz quando se compra um carro.

Em poucas palavras, o carro está no nome do banco, pessoa jurídica, e deverá ser transferido para o seu nome ao final do contrato.

É de plena responsabilidade do devedor (você) manter o CRV, enviá-lo ao banco ao final do contrato e realizar a transferência, sob pena de multas e pontos na carteira caso o prazo seja transposto.

Um fato interessante é que, caso a quitação seja feita em menos de dois anos, não é permitida a transferência para seu nome (nome para quem veículo está alienado), condição esta imposta pelo Banco Central, devendo então ser indicado um terceiro para a compra do bem e transferência. Após os dois anos, a quitação antecipada pode acontecer sem ônus e você pode ter a transferência para seu nome normalmente.

É garantido o abatimento proporcional dos juros e taxas na quitação antecipada, assim como no CDC, lembrando novamente que quanto antes a quitação acontece, menos juros são pagos, quanto mais próximo do final, mais juros, devido à PRICE (que será explicada em artigo a ser publicado neste blog).

Caso você não deseje continuar com o bem, pode realizar a devolução amigável ao banco, bastando cumprir com as cláusulas contratuais que variam de contrato para contrato.

A grande confusão que acontece normalmente é justamente sobre a quitação antecipada, antes de dois anos corridos. A restrição de ter que transferir para um terceiro pega muitas pessoas de surpresa, mas esta característica é comum e protege a instituição financeira, que para modalidades de menor prazo, oferece outras linhas como o próprio CDC. Uma prática comum é colocar o bem em nome da esposa ou filho e, na quitação antecipada, transferir para próprio nome.

Entenda, por fim que o leasing é uma modalidade financeira muito boa, justamente por:

  • Permitir que o bem seja vendido e já transferido de nome, independente do tempo de contrato, bastando para isso a quitação do saldo devedor
  • Permitir que o bem continue com você, ao final do contrato, se assim desejar
  • Praticar taxas de juros normalmente baixas para prazos de 36 meses
  • Normalmente possuir contrato de simples entendimento e com cláusulas razoáveis em relação à devolução amigável do bem

Porém com a seguinte ressalva:

  • Exigir que ao final do contrato uma transferência seja feita, isto é, ir ao Detran, pagar as taxas, realizar vistoria, tirar decalques do chassis e do número do motor.

Eu recomendo o leasing para todos aqueles que tem acesso à taxas de juros baixas nesta modalidade de empréstimo.

Todos os processos descritos acima podem ser feitos sem o auxílio de despachantes, diretamente com o banco onde o financiamento foi realizado e no Detran, para a transferência. É um processo muito simples e rápido.

Espero que tenham tirado suas dúvidas, caso alguma ainda permaneça, não deixe de nos escrever!

Financiamentos – A diferença entre CDC e Leasing, Parte 1

Nesta série composta de dois artigos, sendo este o primeiro, explicaremos a diferença entre CDC e Leasing, em detalhes, de forma a dizimar quaisquer dúvidas que os amigos possam ter e evitar que façam mal negócio!

contrato-de-compra

CDC

CDC é a sigla de Crédito Direto ao Consumidor, é uma modalidade financeira onde o credor (a instituição financeira – banco – que faz o empréstimo) fornece o dinheiro para a compra do bem (carro), neste caso o carro ficando em nome do devedor (comprador, tomador do empréstimo, você). Para garantir o recebimento dos valores relativos ao carro o devedor deve dar uma garantia ao banco, no caso deixando o próprio veículo como garantia. O banco então marca o veículo em uma base de dados chamada Gravame, impedindo que o veículo seja comercializado antes da completa quitação do empréstimo. Garante também a recuperação do veículo caso o devedor esteja em atraso, conforme cláusulas de cada contrato em especial.

Entenda então que no CDC o veículo é seu porém alienado ao banco.

Quando a quitação do contrato acontece, ou por terminarem as parcelas, ou por quitação antecipada, o próprio banco realiza a retirada do Gravame, portanto desalienação do veículo e no próximo documento CRLV – Certificado de licenciamento não constará mais a alienação ao banco. O dono do carro, portanto, nada precisa fazer ao término do contrato.

Também são garantidos o direito ao abatimento proporcional dos juros devidos e demais taxas, lembrando que todo financiamento de parcelas fixas é feito utilizando a tabela PRICE portanto quanto mais cedo se quita o contrato, mais se abate os juros, quando mais próximo do final se quita, menos juros serão abatidos, como é natural e explicaremos em próximo artigo somente sobre a PRICE.

Um detalhe importante sobre o CDC é que caso o banco tome o bem do devedor, por direito contratual, levará este bem à leilão e geralmente os contratos preveem que quando o valor recuperado em leilão é menor que o valor devido, é de responsabilidade do devedor a quitação dessa diferença. Entenda portanto que o valor que você deve não se dizima simplesmente por entregar o carro, porém normalmente os bancos realizam negociação de dívida, de forma que sempre vale consultar seu gerente antes de tomar qualquer decisão drástica.

Fica o conselho final de nunca se colocar em uma dívida que comprometa o orçamento mensal em mais de 30%, restrição essa que as financeiras impõe porém já tivemos relatos de pessoas que conseguiram aprovação de porcentagem maior. Manter uma parcela pagável é segurança para você e sua família.

No próximo artigo, o tão temido Leasing!

Legalização de rebaixados

Prezados amigos,

Devido à muita dúvida que as últimas resoluções do Denatran causaram na vida dos entusiastas automotivos, elaboramos este texto. Esperamos esclarecer quaisquer dúvidas existentes em relação à legalização de modificação de suspensão.


rebaixado

A resolução n° 450 de 28 de agosto de 2013 suspendeu por completo qualquer alteração em suspensão de veículos automotores. Essa atitude foi vista como ruim por toda a comunidade automotiva, porém teve seus motivos – estavam revendo as regras para, por incrível que pareça, as melhorar.

Após estudos, foi lançada a resolução n° 479 de 20 de março de 2014, que dispõe sobre a legalização de modificação de suspensão nos veículos automotores em circulação no Brasil. Resolução esperada por muitos, nesta é permitida, expressa e claramente, a utilização de suspensão modificada em carros de passeio, inclusive a “de rosca” (regulável em altura) desde que atenda a alguns requisitos simples:

  • Sistema pode ser fixo ou regulável, ou seja, de rosca ou pneumático
  • Altura mínima de circulação, medida do chão ao ponto mais baixo da carroceria ou chassis, deve ser maior ou igual a 10cm, antes a medição era a partir do farol baixo.
  • O conjunto de rodas e pneus não pode tocar em nenhuma parte da carroceria do veículo, onde começa-se a fazer o teste de completo esterçamento, ou seja, não pode pegar em latas, plásticos ou ter o esterçamento limitado
  • Qualquer veículo com suspensão modificada deverá inserir no campo Observações a altura livre do veículo em relação ao solo, nos documentos CRV e CRLV, lembrando que CRV é o certificado de registro do veículo e CRLV o de licenciamento.

Esta resolução está ativa e vigente desde então e qualquer pessoa poderá pedir a legalização de sua suspensão, seja ela fixa (permitida anteriormente) como regulável. Os procedimentos de mudança deverão ser os mesmos de outras características do veículo, lembrando

  • Pedir a autorização de modificação no Detran
  • Realizar a modificação, juntando notas fiscais dos serviços e produtos
  • Realizar o laudo técnico em empresa de vistoria acreditada pelo INMETRO
  • De posse do laudo técnico e da autorização de modificação, dar entrada no processo de legalização, no Detran
  • Pagar as taxas, submeter-se à vistoria do órgão
  • Obter o documento com as observações nos campos, conforme indicado e ter tranquilidade em circular pelas ruas legalizado

Apesar de não ser necessário por lei, indicamos que os amigos andem com o laudo de segurança veicular em mãos, evitando problema com fiscais caso venham a ser abordados.


 

Aqui no blog iremos testar esses procedimentos em breve, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mediante legalização de suspensão de rosca em dois carros, um em cada estado. Aguarde para próximos posts, nos próximos meses, descrevendo como foi na prática o que na teoria é simples.

instagram_kungum_destaque

Agora com Instagram por Kungum

Pessoal,

Temos uma admiração especial pelo trabalho fotográfico do nosso amigo Jeferson, conhecido por todos como Kungum.

Nada mais justo então que incluir no nosso espaço seu Instagram!

Por isso, desde já vocês sempre terão acesso ao conteúdo do Instagram por Kungum, aqui no blog, na lateral direita (usuários PC) e na porção final, antes dos vídeos (versão Mobile).

Obrigado Kungum!