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Instalar o sistema de freios do Marea 2.0 Turbo / 2.4 no Brava

Desde quando tive o Brava, senti necessidade de um sistema de freio mais eficiente, que desse mais confiança, especialmente com o carro lotado em viagens. Dizem que os engenheiros fazem os sistemas de freio com potência superior à de aceleração, de forma a garantir a segurança, mas realmente o freio do Brava não me agradava.

Da mesma forma, outros amigos de fórum não se contentaram e um deles, Sérgio Calibra, nos presenteou com o seguinte tutorial, reproduzido abaixo, onde ele adapta o sistema de freios do Marea Turbo (que é o mesmo freio do Marea 2.4).

Tomei a liberdade de complementar algum detalhe para retirar quaisquer dúvidas.

Obrigado Sérgio. Aproveitem!


Instalar o sistema de freios do Marea 2.0 Turbo / 2.4 no Brava (por Sérgio Calibra)

Peças:

  • 02 terminais de direção do Marea (necessários pois a manga de eixo é diferente).
  • 02 mangas de eixo, direita e esquerda, do Marea Turbo, ou 2.4 é também conhecida como montante. Necessárias pois o cavalete das pinças do freio possui encaixe diferente se comparado aos Bravas.
  • 02 pinças do Marea Turbo ou 2.4, são as mesmas peças, só diferem para o Marea 2.0 que são menores.
  • 02 discos de freio Marea Turbo ou 2.4, novamente as mesmas peças.
  • 02 amortecedores do Marea 5 cilindros (2.0, 2.4 ou Turbo), os amortecedores são diferentes no encaixe com a manga de eixo.
  • Jogo de pastilhas de freio do Marea Turbo ou 2.4.
  • A homocinética do Brava serve sem adaptações.

Abaixo, imagem explicando a diferença entre a fixação dos amortecedores do Brava e do Marea, o motivo pelo qual é necessário trocar os amortecedores:

E a comparação das duas torres de suspensão:

Finalmente, o conjunto das torres de suspensão conforme serão trocadas:


Observações do BravaClub:

Se comparado ao freio do Brava original, o freio do Marea Turbo ou 2.4 é muito mais eficiente, nota-se a pinça de freio mais robusta, de maior volume no pistão, o disco de freio maior em diâmetro e em espessura, o que faz sentido pois sua aplicação é para carros maiores e mais pesados, de motor mais potente.

Não se encaixam mais as rodas aro 14 originais de muitos Bravas, precisando ser adotada a roda aro 15 do Marea Turbo ou 2.4, visto que algumas rodas aro 15 podem ter interferência entre a pinça de freio e os raios da roda. Planeje-se então para, caso não tenha, adotar rodas e pneus de no mínimo aro 15.

Aproveite a oportunidade para realizar a troca dos flexíveis de freio, especialmente se eles estiverem ressecados. São baratos e garantem segurança, além de que quando mais velhos acabam por ceder e dar a sensação de “pedal esponjoso”.

O fluído de freio aconselhado para o Brava é o DOT 4.

Caso o Brava possua ABS, as alterações não afetam no funcionamento do mesmo, apenas certifique-se de comprar as mangas de eixo com o respectivo furo para o sensor do ABS. Todo Marea Turbo saiu de fábrica com ABS, o que não aconteceu para os 2.4, que possuíram versão com e sem ABS.

Trocando a bieleta do Brava e Marea

Os proprietários dos veículos Fiat Brava e Fiat Marea conhecem bem a fundo a palavra bieleta, normalmente associando-a a ruídos na suspensão dianteira. Na verdade, a função da bieleta é transmitir parte da força recebida pela barra estabilizadora à torre da suspensão, ficando presa tanto na barra quanto no amortecedor.

Ferramentas necessárias:

Duas chaves 17mm, a saber:

  • Uma chave de boca 17mm
  • Uma chave sextavada ou soquete sextavado 17mm
  • No caso do soquete, um cabo T para torque (não utilize chave catraca para isso)

Um macaco hidráulico convencional (não precisa ser jacaré) e um cavalete.

Nunca realize o procedimento com o veículo apoiado em macaco convencional pois este pode ceder e ferir gravemente, além de causar danos estruturais ao veículo.

1. Primeiro, esterce o veículo completamente. Se o problema for na bieleta esquerda, esterce para a direita e vice-versa. Lembre-se de fazer isso com o motor ligado, para não danificar a direção hidráulica.
2. Afrouxe os parafusos da roda com o veículo ainda no chão, como se fosse trocar o pneu.
3. Levante o carro até liberar o pneu e remova-o. Instale o cavalete.
4. Com o pneu fora, pode-se ver e acessar a bieleta, conforme foto abaixo.

Solte o parafuso superior e o inferior da bieleta, utilizando a chave de boca e chave sextavada conforme a foto a seguir.

6. Com a bieleta já removida, verifique a integridade dos ilhoses de encaixe. Caso estejam em perfeitas condições, prossiga na montagem.
7. Instale a nova bieleta, flexionando as articulações de forma a facilitar o encaixe.
8. Instale as porcas, utilizando-se das ferramentas da mesma forma da desmontagem.
9. Realize o torque final após a instalação das porcas superiores e inferiores, garantindo integridade no sistema e confira a instalação.

10. Pronto, basta colocar de volta o pneu, descer o carro e aproveitar sua nova bieleta.

Dicas: para facilitar a remoção e instalação da nova bieleta, elevar os dois lados do carro ajudará pois tirará a tensão da barra estabilizadora. Utilize bieletas de boa marca que duram mais.

Como faço para me cadastrar no fórum BravaClub?

Recebemos uma dúvida de um amigo, ainda não escrito no nosso fórum e, por ser muito válida, vamos descrever a resposta aqui:

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Pronto! Acesse nosso fórum, ele possui uma grande quantidade de material técnico de qualidade, espaço para tirar dúvidas e ajudar os amigos, seja bem vindo!

Jóias sobre rodas

De vez em quando nos aparece aquela oportunidade de ouro, comprar um carro já antigo porém com baixa quilometragem. Aconteceu outro dia com nosso amigo de fórum Boldrin e aqui faço um compilado das dicas para que o seu novo velho carro não se torne um pesadelo.

Temos que ter em vista que um carro que é pouco usado (baixa quilometragem) com certeza possui desgaste acentuado em algumas peças, pois não é costume geral trocar a peça pelo tempo de validade e sim quando ela apresenta defeito, a saber:

  • pneus, duram em média 5 anos antes da borracha perder as características, deveriam ser trocados por tempo
  • correia dentada e de acessórios, novamente a borracha, porém a troca é aconselhada a cada 3 anos, caso a quilometragem de troca não tenha sido atingida
  • fluído de freio, deve ser trocado imediatamente, o ideal é que seja feito anualmente, um carro que roda pouco dificilmente terá trocado
  • fluído do arrefecimento do motor, troca a cada dois anos!
  • óleo do câmbio, o esquecido. A falta de uso colabora para a oxidação elevada do óleo, a troca é simples e vale a pena.
  • óleo do motor… nem precisava citar
  • o escapamento costuma oxidar e após alguns esquenta-esfria dos usos pelo novo dono ele vai apresentar furos e ruído elevado
  • ar condicionado merece atenção especial, pois a falta de uso permitirá que o óleo decante no fundo do compressor e mangueiras, um primeiro uso poderá causar até risco nas camisas do compressor, o ideal seria realizar uma manutenção preventiva antes mesmo de tentar ligar a primeira vez
  • atenção especial nas pastilhas e lonas de freio, que podem se descolar após alguns usos, vale a troca pois são muito baratas
  • filtro de ar, de óleo, de cabine e de combustível (quando aplicável, alguns Bravas e Mareas possuem filtro de combustível interno ao conjunto da bomba)
  • se tiver gasolina no tanque, remover e adicionar nova gasolina
  • boa limpeza de bicos injetores com retrolavagem na máquina de ultrassom evitará supresas desagradáveis
  • as mangueiras de combustível que levam do tubo rígido à flauta de injeção costumam se deteriorar mesmo com o uso, sem uso elas ficam ressecadas e quebradiças, vale a pena trocar
  • fluído da direção hidráulica, valendo uma lavagem no reservatório de fluído devido à contaminação na “peneirinha” que tem dentro dele
  • lâmpadas dos faróis, setas e lanternas.
  • bateria

O restante dos itens basta verificação, como rolamentos em geral, estado dos discos de freio, tambores, embreagem, funcionamento em geral, trocando tudo o que estiver ruim porém economizando naquilo que não se desgasta com o tempo e que está bom.

Uma última dica é que os veículos Brava e Marea possuem na sua central gravada a quilometragem rodada, que pode ser consultada mediante scanner automotivo. Caso a quilometragem seja discrepante com a do odômetro, repense a compra. Carros realmente pouco rodados dificilmente terão trocando a central eletrônica por exemplo, o mais fácil é ter sido regravado o painel para prejudicar o comprador, mentindo sobre a real quilometragem.

Ar condicionado automotivo

Possuo um carro ano 2010, que comprei, zero quilômetro, em junho de 2011. Neste meio tempo o carro ficou parado lá no pátio da concessionária, acumulando poeira com certeza.

Quando compramos um carro zero esperamos que a concessionária faça a revisão completa antes da entrega, o que no caso de um carro com mais de um ano parado incluiria troca de todos os fluídos. Logo de cara percebemos que alguns não foram trocados, visto que o carro rapidamente retornou para a revisão devido à ruídos no câmbio e foi trocado o seu óleo, resolvendo por definitivo a rumorosidade.

E nessa de carro zero, o ar condicionado nunca funcionou à contento. Sempre funcionou, porém fraco, o que sempre me fez pensar “ah, é assim mesmo, é fraco mesmo, projeto europeu, as temperaturas lá devem ser mais amenas” e essas bobagens que nós pensamos de vez em quando.

Em contato com o dono de uma respeitável loja de manutenção de ar condicionado automotivo da minha cidade, ele citou que já pegou diversos carros zero com deficiência de carga de gás. Ele também pediu que eu levasse meu carro, que já está com quase três anos nas minhas mãos, para a revisão do ar condicionado.

E não é que o carro estava com pouco gás? Ao ser recolhido na recicladora, a quantidade nominal de 500g de gás não foi encontrada no sistema, quantidade essa que eu pessoalmente conferi nos manuais técnicos do veículo. Ao medir a temperatura do sistema, encontramos 11°C na saída dos dutos de ar.

Fizemos o vácuo no sistema e aplicamos os corretos 500g de gás R134A. Ao medir a nova temperatura nos dutos de ar, 8°C conferidos, indicando que o sistema realmente estava trabalhando com menos gás do que o aconselhado.

Conclusões: um carro zero pode vir sem a correta carga de gás no sistema. Caso ainda esteja em garantia (não era meu caso) vale a visita à concessionária e reclamação, insistência caso o técnico diga que “é normal”, pois os sistemas de ar condicionado automotivos são muito eficientes. Caso não esteja mais na garantia, vale a visita em uma boa loja do ramo.

Autodiagnóstico do sistema de ar condicionado

(texto por Rodrigo Lobo)

Como sabem o FIAT Brava (e Marea) são veículos que vieram com requintes tecnológicos surpreendentes, um deles é a central digital do ar condicionado. Esse equipamento possibilitou que o controle de temperatura interna fosse automaticamente monitorado e ajustado conforme o gosto do proprietário. Porém com o passar do tempo e após alguns serviços no exterior ou até mesmo no interior do veículo, o sistema de refrigeração pode apresentar alguma instabilidade ou até mesmo não funcionar, causando a mensagem “error cli”. Então, graças a tecnologia empregada nessa central digital, podemos através de um simples procedimento diagnosticar rapidamente a origem do defeito. Para isso basta seguir o procedimento a seguir:

  1. desligue o carro
  2. deixe o controle de temperatura em HI
  3. deixe o controle de distribuição de ar em MAX DEF
  4. deixe o controle do ventilador em 0
  5. ligue a chave, sem dar partida
  6. espere de 7 a 10 segundos e faça a seguinte sequência: vire o controle do ventilador para AUTO, volte para 0, para AUTO, para 0
  7. aparecerá o código do erro no painel, no local do odômetro

Códigos de erros (livre tradução por BravaClub)

12 – Sensor de temperatura de saída – curto circuito com o terra
14 – Sensor de temperatura de saída – circuito aberto
32 – Sensor de temperatura externo – curto circuito com o terra
34 – Sensor de temperatura externo – circuito aberto
42 – Sensor de temperatura do habitáculo – curto circuito com o terra
44 – Sensor de temperatura do habitáculo – circuito aberto
52 – Sensor de temperatura do evaporador – curto circuito com o terra
54 – Sensor de temperatura do evaporador – circuito aberto
65 – mal funcionamento no motor da portinhola de mistura entre ar quente e ar condicionado
82 – reostato de controle de temperatura – curto circuito
84 – reostato de controle de temperatura – circuito aberto
92 – seletor de ligação do ventilador – curto circuito com o terra
94 – seletor de ligação do ventilador – circuito aberto
B2 – potenciômetro de mistura entre ar quente e condicionado – curto circuito com terra no motor da portinhola de mistura de ar
B4 – potenciômetro de mistura entre ar quente e condicionado – circuito aberto no motor da portinhola de mistura de ar
D5 – Mal funcionamento no módulo de controle do ventilador
E2 – Módulo de controle do ar condicionado – curto circuito na saída de 5V com o terra
E3 – Módulo de controle do ar condicionado – curto circuito na saída de 5V com a linha de 12V proveniente da bateria

Este procedimento também apaga da memória a falha acontecida. Assim, pode ser que após isso seu carro pare de mostrar o aviso “error cli” se a falha, por sorte, já estiver sido sanada. Caso contrário, voltará a aparecer.

Contudo, o procedimento não identifica precisamento onde está o problema, assim provavelmente mesmo depois disso você vai precisar procurar um técnico especializado.

Esperamos ter ajudado.

Limpeza de filtro de ar K&N

Pedimos desculpas aos amigos pelo atraso desta publicação.


Limpeza de filtro de ar K&N

Para o Brava (e Marea) existem três tipos de filtro de ar comumente usados:

  1. Filtro de papel, “original”
  2. Filtro de alta performance “in box”, ou seja, que vai dentro da caixa de filtro de ar original
  3. Filtro de alta performance do tipo cônico, exige alteração na fixação do filtro e remoção da caixa de filtro de ar original, mudando também a aparência do “cofre” do motor

A opção de filtro “in box” é muito boa pois se mantém a estrutura original do “cofre” do motor, captando o ar do local original e fornecendo uma admissão de ar menos restritiva, bem como evitando a troca em intervalos regulares que é exigida pelos filtros de papel.

A K&N oferece filtros de ar de alta performance para diversos carros, inclusive o Brava (e Marea). Estes filtros são laváveis e devem ter a lavagem e lubrificação feita em períodos regulares. Nós aconselhamos a cada 10.000km apesar da embalagem indicar mais – todo cuidado é sempre pouco!

O filtro K&N utiliza óleo especial para facilitar a filtragem de partículas. O primeiro passo é adquirir um kit de limpeza da própria K&N.

Passo a passo da lavagem e lubrificação do filtro:

  • Remover do carro o filtro de ar
  • Aplicar uma boa quantidade de detergente, fornecido no kit de limpeza K&N, deixando agir por alguns segundos
  • Remover o detergente com água sem pressão
  • Aplicar o detergente na outra face do filtro
  • Proceder com a remoção do detergente e nova aplicação, nas faces, até que a água saia limpa e o filtro esteja visivelmente limpo
  • Deixar o filtro secar
  • Aplicar o óleo fornecido no kit K&N, em ambas faces do filtro
  • Mover o filtro de forma que o óleo se espalhe
  • Remontar no carro o filtro de ar

É muito importante nunca utilizar água em pressão nem mesmo ar comprimido, visto que as tramas do algodão utilizado no filtro poderão se abrir, fazendo que o mesmo perca a eficiência.

A seguir, vídeo demonstrativo:

Financiamentos – A diferença entre CDC e Leasing, parte 2

Dando continuidade à série de dois artigos que trata sobre os financiamentos automotivos, iniciada por este post: que se você não leu pode clicar aqui!

Car Key with Leasing Tag on White

Leasing

O leasing é o nome normalmente dado para uma modalidade chamada alienação fiduciária. Alienação fiduciária por sua vez, de forma simplificada, é um aluguel. Vamos entender.

Você adquire o veículo de sua preferência, porém quer financiar. Lhe é oferecido o leasing e você aceita. Neste momento, você transfere ao banco a propriedade do seu veículo e passa a utilizar do mesmo, sendo “proprietário sob condição suspensiva”. Significa, na prática, que no documento do carro aparecerá o nome do banco, que é o dono do veículo e seu nome aparecerá apenas no campo observações, como “veículo alienado em nome de (seu nome aqui)” ou outra inscrição semelhante que o Detran de seu estado firmar.

Quando a quitação do contrato acontece, você envia para o banco o CRV (Certificado de registro veicular) e outros documentos que variam, de banco para banco. O banco, por sua vez, preenche o CRV, na qualidade de vendedor, realiza a autenticação do documento, anexa a procuração do funcionário que realizou a assinatura em nome do banco e te devolve essa documentação. Neste momento você tem trinta dias corridos para realizar a transferência para seu nome, no mesmo processo que se faz quando se compra um carro.

Em poucas palavras, o carro está no nome do banco, pessoa jurídica, e deverá ser transferido para o seu nome ao final do contrato.

É de plena responsabilidade do devedor (você) manter o CRV, enviá-lo ao banco ao final do contrato e realizar a transferência, sob pena de multas e pontos na carteira caso o prazo seja transposto.

Um fato interessante é que, caso a quitação seja feita em menos de dois anos, não é permitida a transferência para seu nome (nome para quem veículo está alienado), condição esta imposta pelo Banco Central, devendo então ser indicado um terceiro para a compra do bem e transferência. Após os dois anos, a quitação antecipada pode acontecer sem ônus e você pode ter a transferência para seu nome normalmente.

É garantido o abatimento proporcional dos juros e taxas na quitação antecipada, assim como no CDC, lembrando novamente que quanto antes a quitação acontece, menos juros são pagos, quanto mais próximo do final, mais juros, devido à PRICE (que será explicada em artigo a ser publicado neste blog).

Caso você não deseje continuar com o bem, pode realizar a devolução amigável ao banco, bastando cumprir com as cláusulas contratuais que variam de contrato para contrato.

A grande confusão que acontece normalmente é justamente sobre a quitação antecipada, antes de dois anos corridos. A restrição de ter que transferir para um terceiro pega muitas pessoas de surpresa, mas esta característica é comum e protege a instituição financeira, que para modalidades de menor prazo, oferece outras linhas como o próprio CDC. Uma prática comum é colocar o bem em nome da esposa ou filho e, na quitação antecipada, transferir para próprio nome.

Entenda, por fim que o leasing é uma modalidade financeira muito boa, justamente por:

  • Permitir que o bem seja vendido e já transferido de nome, independente do tempo de contrato, bastando para isso a quitação do saldo devedor
  • Permitir que o bem continue com você, ao final do contrato, se assim desejar
  • Praticar taxas de juros normalmente baixas para prazos de 36 meses
  • Normalmente possuir contrato de simples entendimento e com cláusulas razoáveis em relação à devolução amigável do bem

Porém com a seguinte ressalva:

  • Exigir que ao final do contrato uma transferência seja feita, isto é, ir ao Detran, pagar as taxas, realizar vistoria, tirar decalques do chassis e do número do motor.

Eu recomendo o leasing para todos aqueles que tem acesso à taxas de juros baixas nesta modalidade de empréstimo.

Todos os processos descritos acima podem ser feitos sem o auxílio de despachantes, diretamente com o banco onde o financiamento foi realizado e no Detran, para a transferência. É um processo muito simples e rápido.

Espero que tenham tirado suas dúvidas, caso alguma ainda permaneça, não deixe de nos escrever!